segunda-feira, 22 de maio de 2017

segunda-feira, 24 de abril de 2017

De volta





Se os olhos contassem a tua história
Não traíssem como o fazem sem querer
Lembrassem tempos em que foste liberdade
Soubessem de que cor é a vontade

Interpretassem o murmúrio do desejo,
o que dizem lábios finos a tremer
Decifrassem o rubor do amor ardente
Mostrassem como é a dor da ausência
reflexo e espelho da saudade
Mentissem num não que era sim

Tudo isso é o poder da Esperança
Soberania em duas esferas compactada
O supremo sentido do sentir
a mais pura face da verdade

Ecrã onde a alma é projetada

quarta-feira, 15 de março de 2017

Nasces


És fluido, sequência dos momentos
Som da água que anuncia
o fim do estio
Silêncio de todos os momentos
em que a palavra era excesso

Início de todo o infinito
Destino para onde tende o horizonte
És linha do tempo
Calor de um suspiro

Curva do sorriso
Cofre onde repousam as lembranças


Fazes-me nascer a Primavera

domingo, 12 de fevereiro de 2017

No som do vento



Do vento que o frio trazia
nada esperava
Apenas um clima que era o meu
no meio da geada onde crescemos

Era um gesto, o gozo, a harmonia
ou
A ternura, a lembrança, a anarquia

No meio das mãos em concha
a ilusão
no som do sorriso
a emoção
Por trás dos silvos das serras
a lembrança
Toda a que o infinito não apaga
Perene, persiste inabalável
Sabe-se, não se prescreve,

Intimidade não é palavra vã